Antônio Berni

.

.

o O argentino Antônio Berni, com o brasileiro Candido Portinari e o mexicano Diego Rivera, forma o grupo da arte político-social da América Latina. Não é muito conhecido no Brasil, mesmo estando entre os mais expressivos do século passado, com conteúdo descritivo e estético revolucionários nas artes plásticas. Entre 1955 e 60, ele expôs em Paris, Varsóvia, Bucareste, Moscou e Praga e foi laureado na Bienal Internacional de Gravura de Liubliana, Iugoslávia, e de Cracóvia, Polônia.

“A arte de misturar xilogravuras e colagens e o padrão que aplicou às gravuras deram-lhe um lugar de destaque na vanguarda modernista, junto com a temática social que permite compreender o cotidiano das cidades latinas, seus costumes e mitos regionais”. Explica a curadora de uma galeria onde a obra de Berni esteve exposta.

A série A obsessão da beleza, de 1975, corresponde a um tempo obscuro da história argentina, de golpes militares e de crise sócio-econômica. Já a série de serigrafias é uma alegoria que imprime seu impiedoso sarcasmo ao descrever as torturas do regime ditatorial aos sacrifícios a que as mulheres se submetem para tornarem-se belas.

Nasceu em 1905, em Rosário. Pai italiano e mãe argentina. Iniciou os estudos de desenho aos 11 anos e, aos 15, fez sua primeira exposição individual. Em 1925, viajou, como bolsista para Madri e se estabeleceu em Paris, onde estudou com André Lhote e Othon Friesz. Aqui brota o fascínio pelas idéias socialistas e o surrealismo. De volta à Argentina em 1930, expôs obras surrealistas em Buenos Aires.

Em outra série, “assemblages”, cheia de personagens, usa material das ruas combinados com colagem para expressar preocupações do período realista.

Antonio Berni morreu em Buenos Aires em 1981.

.

Imagens Aqui
.

berni.
.

Outras propostas:

Jacek Yerka
Surrealismo

Rob Gonsalves

assine o feed twiter

Anúncios

Uma resposta to “Antônio Berni”

  1. Juliana Fiorini Says:

    Olá, me chamo Juliana e, atualmente, estou lendo um livro entitulado “Rosa de Stalingrado”. O livro é escrito por uma dupla de franceses, Valérie Bénaim e Jean-Claude Hallé. Muito bem escrito, o livro prende nossa atenção. Resolvi pesquisar sobre a heroína do livro, Lily Litvak. A história dela é impressionante, digna de pesquisa e de nota. Lendo o seu site, me deparei com uma informação diferente do livro e fiquei em dúsvida, sobre qual está certa. O livro me diz que o nome da piloto era Liliana Litvak e seu site me diz que é Lylia Litvak. Gostaria que, se possível, fosse averiguado esse fato e que me mandassem a resposta.
    Att., Juliana.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: