O Envio de crianças pelo correio

Posted in fotografia, Imagens e Letras with tags , , , , on 05/03/2019 by olavosaldanha

.

.

el

Encomendas pelo correio foi uma das mais bem vindas inovações postais, antes o serviço se resumia a cartas. Nos EUA a inovação se deu em janeiro de 1913, a partir de então foi possível enviar desde pequenos pacotes a grandes encomendas e entregá-los a amigos e familiares em todo o país, exatamente como as cartas.

Porém, a adequação dos serviços foi ao limite quando, pasmem, alguns tiveram a ideia a enviar seus filhos pelo correio.

A historiadora do Serviço Postal dos EUA, Jenny Lynch, disse ao Smithsonian, revista de um dos maiores complexos de museus, educação e pesquisa do mundo, que o assunto foi manchete em quase todos os jornais americanos da época e isso popularizou o serviço.

O primeiro bebê a ser enviado pelo Correio Postal foi James Beagle, de oito meses de idade. Seus pais, Jesse e Mathilda, enviaram o pequeno James para sua avó, que moravam quilômetros de distância deles.

Conforme documentado no artigo “Entregas”, do curador do Museu Postal Nacional de Smithsonian Nancy Pope, várias crianças foram carimbadas, enviadas pelo correio e entregues entre 1914 e 1915.

Os trabalhadores dos correios gozavam de muita confiança na época, por isso, e felizmente, não há casos de abusos ou bebês perdidos em trânsito ou carimbados como “Carta devolvida”.

O Departamento de Correios pôs fim oficialmente ao expediente de enviar crianças em 1915, depois que regulamentos postais passaram a proibir o envio de seres humanos. No entanto, até hoje é permitido permitido o envio de aves, répteis e abelhas, por exemplo.

A viagem mais longa realizada por uma criança “remetida” aconteceu em 1915, quando uma menina de seis anos viajou da casa de sua mãe na Flórida, para a casa de seu pai na Virgínia. De acordo com Pope, a menina de quase 20 quilos viajou 730 milhas em um trem de correio por apenas 15 centavos em selos de encomendas postais.

.

Imagens Aqui
(02 Imagens)

.

mama

.

.

Outras propostas

.

assine o feed twiter

.

 

Anúncios

Mestres da renascença retratam o câncer de mama

Posted in Imagens e Letras on 24/02/2019 by olavosaldanha

.

.

p

s obras de arte expostas nos museus são verdadeiros invólucros de acontecimentos históricos e uma janela para apreciação de momentos sociais em plena efervescência. Além de mostrar a criatividade dos artistas com seus materiais e as técnicas de produção.

Devido a este universo criativo e representativo, as pinturas estão constantemente sendo investigadas por profissionais em busca de dados sobre uma gama cada vez maior de interesses.

A famosa revista de oncologia The Lancet Oncology, por exemplo, publicou uma pesquisa sobre algumas obras de arte da Renascença realizada por uma equipe de oncologistas liderada por Raffaella Bianucci, da Universidade de Warwick para descobrir se houve representação do câncer de mama na arte (e, portanto, sua presença na sociedade).

Sim, vários registros foram encontrados. Na renascença aconteceram inovações importantes na área médica – incluindo a cirurgia de tumores de mama. O cirurgião francês Barthélémy Cabrol (1529 a 1603), que serviu na corte do rei Henrique IV e lecionou na Universidade de Montpellier, foi um dos primeiros praticantes da mastectomia, a remoção cirúrgica das mamas.

Os pesquisadores apostam que a representatividade do câncer de mama nas pinturas foi intencional, o que leva a crer que a doença podia ser relativamente comum na época.O câncer, portanto, não é uma doença recente. Casos de tumores em sujeitos pintados também foram vistos no antigo Egito e na Grécia – diz Raffaella Bianucci.

Foram observados “A noite” de Michele di Rodolfo del Ghirlandaio, a estátua homônima de Michelangelo e “A alegoria da fortaleza” por Maso di San Friano. Nos três casos, as mulheres representadas são visivelmente afetadas pela doença. “Eles são tumores diferentes, nos três casos em estados avançados, onde o inchaço devido ao câncer é evidente – explicam os pesquisadores.

.

Imagens Aqui
(5 Imagens)

.

mama.

.

Outras propostas

.

.

.

assine o feed twiter .

 

Cliff House, o romance da casa do abismo

Posted in Imagens e Letras with tags on 13/12/2012 by olavosaldanha


.
.

Parece viver, a construção. Os náufragos anseiam por seus destroços, pois, como escaparão da ferocidade do mar, que brame como um monstro e arrasta-os de volta? A construção sobre a encosta chora seus náufragos, quer voltar, todavia, foi capturada e exposta sobre as pedras para o espanto de todos. Esta é a história do Cliff House, o romance da casa do abismo.

Cliff House é um restaurante que foi construído num penhasco sobre falésias em São Francisco, na Califórnia, com madeira de um navio naufragado naquela encosta. A partir daí o imóvel padeceu cinco desastres. Muitos supersticiosos chegaram a acreditar que os danos foram causados pelos marujos mortos no naufrágio; os verdadeiros donos dos destroços.  1858, o ano em que tudo começou.

Após a abertura das estradas, o Cliff House tornou-se muito famoso, sendo freqüentado, inclusive, por vários presidentes americanos.  Nos fins de semana não havia mais espaço nem para amarrar cavalos, tamanha era a novidade. Os passageiros começaram a chegar a partir das ferrovias, linhas de bondes e linhas de carruagens para a praia. Eram incontáveis.

Em 1877, explosões de dinamite, usada nas proximidades, demoliram uma ala inteira do restaurante. O edifício foi reparado, no entanto, foi completamente destruído na noite de Natal de 1894. Em 1896, o milionário Adolph Sutro, que havia comprado o prédio antes dos danos, o construiu novamente, desta feita em estilo vitoriano.  E mais uma vez grandes multidões de São Francisco chegaram em comboios a vapor, bicicletas, carroças, carruagens e bondes nas excursões de domingo.

Em 1906, um terremoto quase pôs abaixo novamente a construção, ela resistiu ao terremoto, mas não ao incêndio, foi destruída totalmente pelas chamas um ano depois, na noite de 07 de setembro de 1907.

Dra. Merritt Emma, a filha de Sutro, encomendou uma reconstrução do restaurante, agora no estilo neoclássico, que foi concluído no prazo de dois anos e é a base da estrutura de hoje em dia. O edifício foi adquirido pela National Park Service em 1977 e tornou-se parte da Golden Gate National Recreation Area.

Desde que a madeira do navio naufragado foi incorporada à construção, além das destruições sofridas pelo edifício, mais de trinta navios foram triturados em pedaços na encosta abaixo do Cliff House. Coincidências ou não, a construção, de tempos em tempos, parece flertar com o infortúnio.

A teimosa trajetória do Cliff House está bem documentada desde a sua construção até hoje.

.

Imagens Aqui
(32 Imagens)

.
.

Referências de pesquisa: Fotos e história: Guia do Visitante Cliff House (sftravel.com) – Site oficial do prédio (cliffhouse.com), Projeto Cliff House e Episódio de rádio, “Nevoeiro” de Mark Twain, publicado em A Era de Ouro da revista de 1864, da Califórnia Legacy Project (californialegacy.org).

Outras propostas
.

.

assine o feed twiter

.


A última história dos jornaleiros

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , on 25/10/2012 by olavosaldanha

.

.

p

A fotografia favorita de Lou Turofsky, nascido em Chicago em 1892, filho de pais imigrantes russos, foi a de um jornaleiro exausto, deitado nos degraus de um edifício.

A imagem de um jornaleiro na chuva no mercado central de Lancaster, na Pensilvânia, foi a inspiração de Marjory Collins, fotógrafa de Nova York, para retratar a vida cotidiana da América em 1941.

Lewis Wickes Hine, um dos maiores fotógrafos americanos usou imagens de jornaleiros para sua denuncia social do trabalho infantil, as fotografias de Hine foram de vital contribuição para que leis de proteção aos jovens fossem criadas nos Estados Unidos, servindo de exemplo para o resto do mundo.

Um jornaleiro numa calçada em Londres eterniza-se numa fotografia icônica. Uma captura com duas narrativas incríveis. A primeira é sobre a sensacional notícia do desastre do Titanic. “Desastre do Titanic, grande perda de vidas” dizia o cartaz que impulsionava as vendas e divulgava um dos mais famosos acidentes da história. A outra é sobre o infortúnio do garoto.

Ned Parfett, dezesseis anos quando vendia jornais, teve sua vida tão curta e tão trágica como a do Titanic. Foi morto durante um bombardeio alemão enquanto soldado do exército britânico na França, poucos dias antes do Armistício, aos 22 anos, seis anos após a fotografia.

No Rio de Janeiro, em 1933, na confluência das ruas Miguel Couto, Ouvidor e Av. Rio Branco, o artista plástico Anísio Mota, inspirado na melancólica composição de Heitor dos Prazeres ergueu uma escultura em homenagem aos anônimos vendedores de jornais.

Histórias não faltam. Os jornaleiros, geralmente crianças, foram os grandes responsáveis pela propagação das notícias, distribuição dos jornais pelas ruas das cidades e ainda por imagens que ficarão para sempre como ícones de um tempo em que os jornais eram os grandes veículos de comunicação.

Hoje, quando esses veículos vão fechando suas portas, fecham-se também as histórias de milhares de meninos pobres que começaram suas vidas vendendo jornais. A tecnologia aos poucos empurra os jornais e os jornaleiros para trás das cortinas. Um novo espetáculo está começando.

.

Imagens Aqui
(13 Imagens e 01 Vídeo)

.

.

.

Outras propostas

.

assine o feed twiter

.

Liz Calder e a terra onde todo mundo é um poeta

Posted in Literatura with tags , on 19/09/2012 by olavosaldanha

.

.

Liz Calder é co-fundadora da gigante Bloomsbury Publishing, elogiada pelo impecável faro literário. Salman Rushdie, Anita Brookner’s, ambos vencedores do Booker Prize e J.K. Rowling, criadora do bruxinho Harry Potter, por exemplo, são algumas das suas descobertas. Entre os brasileiros é mais conhecida pela realização da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).

Na verdade, Liz Calder tem uma intima ligação com o Brasil desde os anos 60, quando ela morou no país e trabalhou como modelo e jornalista. É graças ao seu empenho que os ingleses podem ler Machado de Assis e Rubem Fonseca, entre outros escritores brasileiros. Ela divulgou nossa literatura como nenhum outro editor estrangeiro. Transcrevo um trecho de uma matéria de Liz para o The Guardian, ainda em 2000, onde ela faz uma defesa apaixonada da nossa literatura.

 .

.

The land where everyone’s a poet ou
A terra onde todo mundo é um poeta

.

“… Machado de Assis (1839-1908), que é tido por muitos como o maior escritor não só do Brasil, mas a par com Henry James, Flaubert e Hardy. Embora seu estilo encantadoramente digressivo, astuto e de implacável exposição da hipocrisia que o tornou querido para Susan Sontag, Salman Rushdie e Louis Bernières, entre muitos outros.

De raça mista, epilético, órfão e míope, nunca Machado deixou o Rio de Janeiro, mas trabalhou como funcionário público, tempo em que produziu uma quantidade enorme de todo o tipo de literatura. Sua produção inclui quatro obras-primas de ficção, Dom Casmurro, Memorial de Aires e, talvez o mais cativante, Memórias Póstumas de Brás Cubas – The Epitaph of a Small Winner . Elizabeth Hardwick declarou que “na firmeza de ritmo, a guinada insinuante, Machado é inigualável”, e que ele compartilha com Borges o “perfume almiscarado maravilhoso da biblioteca”.

O outro gigante literário é Euclides da Cunha, cujo épico Os sertões tem sido comparada a Os Sete Pilares da Sabedoria. Fala da resistência anos de duração do povo do sertão a uma campanha do exército brutal contra o místico religioso Antonio Conselheiro e seus seguidores no interior do estado da Bahia. Ele é cheio de sabedoria da humanidade, drama e espiritualidade, juntamente com descrições deslumbrantes de pessoas e de lugares.

Em um nível diferente, mas reconhecido internacionalmente como escritores notáveis, são Graciliano Ramos, cuja versão cinematográfica pode ser visto no NFT no momento, João Guimarães Rosa, o equivalente brasileiro de James Joyce, e Clarice Lispector, que é muitas vezes comparada com Virginia Woolf e Katherine Mansfield. Dois outros nomes podem ser mencionados no mesmo fôlego: Mario de Andrade, autor de Macunaíma, e Lima Barreto, autor de O Patriota.

Os dois escritores mais conhecidos fora do Brasil são Jorge Amado, o cronista imensamente popular da vida em Salvador, na Bahia (Gabriela, Cravo e Canela e Dona Flor e seus dois maridos), e Paula Coelho, um best-seller mundial. Outros escritores excelentes disponíveis em Inglês são o romancista Rubem Fonseca e o mestre do conto de Dalton Trevisan, além de Darcy Ribeiro, João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Chico Buarque, Ana Miranda e Patrícia Melo. Muitos não estão disponíveis, mas devem ser: Raduan Nassar, Moacyr Scliar, Milton Hartoum e Bernardo Carvalho entre eles.

É certamente agora tempo para os editores avançarem e trazerem esses e muitos outros escritores para a atenção do público leitor Inglês, para que possamos compartilhar mais das riquezas deste país extraordinário do que sua música e seu futebol. “ ( Liz Calder is publishing director of Bloomsbury. )

Para fechar o artigo, O The Guardian perguntou ao cineasta americano Woody Allen quais os cinco livros que mais o influenciaram, entre eles estava o The Epitaph of a Small Winner – Memórias Póstumas de Brás Cubas. “Você poderia pensar que ele o escreveu ontem”, contou o cineasta ao jornal inglês. “É muito moderno e divertido. Me tocou da mesma forma que O Apanhador no Campo de Centeio. É sobre um tema que me interessa e que foi tratado com sagacidade, originalidade e sem nenhum sentimentalismo”.

Aqui os dois links das matérias originais: Liz Calder e Woody Allen

.

Outras propostas

.

assine o feed twiter

.

Alemanha Sob Ataque

Posted in Imagens e Letras with tags , , , , on 09/11/2011 by olavosaldanha

.

.

Alemanha não foi só ataque durante a guerra, ela sofreu o pesadelo hediondo das bombas. Foi uma chuva sem precedentes de explosões sobre casas, indústrias, repartições, enfim, um verdadeiro apocalipse se estabeleceu.

Dresden, por exemplo, com 642 143 habitantes, permaneceu até agosto de 1944 poupada de ataques aéreos, porque até então estava fora do alcance e planejamento alvo de bombardeiros aliados. Era última intacta localização industrial, econômica e administrativa e centro de transportes do Império Alemão.

Dresden era um centro de arquitetura, principalmente do Renascimento e do Barroco misturado a um layout medieval. Mas caiu na graça da destruição militar, e foi também impiedosamente massacrada.

O povo entrou nos porões de suas casas ou prédios, abrigando-se dos ataques em lugares com pouca entrada de ar. Foram dizimados como ratos.

As fotos abaixo mostram a verdadeira face da guerra. Ninguém sai vencedor nessas tragédias pagas com as vidas dos povos.

.
Imagens Aqui
(57 Imagens)

.

.

 

 

Outras propostas


.

assine o feed twiter

Flagrantes Históricos 05

Posted in Imagens e Letras on 28/09/2011 by olavosaldanha

.

.

p

A proposta dos Flagrantes Históricos não é encerrar a narrativa fotográfica com os ícones que foram mais importantes para as mudanças ocorridas no mundo, mas, trazer fatos curiosos de qualquer pessoa que possa ter, de uma forma ou de outra, evidência nas mídias.

Qualquer ser está fomentando sua história e participando, alguns mais, outros menos, do processo existencial. A história é de todos.

Neste artigo trouxe uma diversidade de imagens bem interessante, entre elas o encontro musical de John Lennon e Che Guevara em Chicago, em 11 de agosto de 1966. A atenção de Michael Jackson no trabalho de Stevie Wonder. As duas lendas Nat King Cole e Sammy Davis Jr. A irreverência de Salvador Dali. Enfim, deixe que a curiosidade o leve por mais esta reunião de ótimas imagens.

.

.

Imagens Aqui
(32 Imagens)

.

.

Outras propostas

.

assine o feed twiter

.