Tarsila Schubert

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á vida sendo vivida nas pinturas de Tarsila, mesmo naquelas que remetem à reflexão contida e solitária de um personagem, a vida se desenrola lancinante ao redor e em cores vibrantes. A informação não se perde entre a sedução dos pigmentos, pelo contrário, são realçadas na sua proposta de traduzir um instante neste mundo multiforme da arte.
Tarsila Schubert diz-se seduzida pela literatura, poesia e música. Não é à toa que a obra “Basílio” cai tão bem nos
versos: “De pescoço mole, o cabisbaixo; / Na cabeça quieta, a criação; / Sentado na cadeira, o viajante; / No aquário de ventania, num céu anoitado; / na mente a solução.”
Nasceu em Bauru e amou a pintura desde cedo. Hoje mora em Florianópolis.
Olavo Saldanha – Como uma artísta enveredou pela odontologia, ou, como uma odontóloga enveredou pela arte?
Tarsila Schubert – A arte antes da odontologia já habitava meus pensamentos, me interessei pela área da ciência/ saúde quando eu tinha 16 anos onde eu ingressei num curso de prótese dentária e posteriormente na faculdade de odontologia, pra mim a arte e a odontologia andam juntas desde então,são áreas distintas e eu não as misturo. São dois mundos diferentes que eu habito.
Olavo Saldanha – Quando você percebeu que a pintura era tão importante quanto a profissão?
Tarsila Schubert – A Arte pra mim é algo sem padrões ou limites, eu sou livre e faço quando eu quero ou quando me sinto a vontade. É onde eu posso me expressar, sem ter que obedecer ou seguir algum pré-requisito, a odontologia não dá essa liberdade de criação.
Eu sou muito emocional, então tenho umas explosões de sentimento aqui dentro que precisam sair. A importância está aí, a arte pra mim é uma forma de eu manifestar meus pensamentos e emoções.
Por outro lado eu me interesso muito, sobre assuntos ligados a ciência, e também sobre o bem estar e saúde das pessoas, e a odontologia foi uma forma que eu encontrei para ajudar.
Olavo Saldanha – Como você resolveu apostar no seu estilo, nesta exuberância de cores?
Tarsila Schubert - Não teve um marco, foi natural, se for resumir posso dizer, que é a única maneira que eu sei pintar, é assim.
Olavo Saldanha – A literatura parece ter força nas suas obras, como é este processo?
Tarsila Schubert - A literatura tem grande influência, mas não somente ela, a música, o cinema, qualquer coisa que me emocione.
Eu sempre gostei muito de ler, e se eu leio algo que realmente me toca, logo imagino uma imagem, é uma forma de ilustrar tal sentimento.
Olavo Saldanha – Que artistas preencheram teu imaginário, qual deles te serviu de referencia?
Tarsila Schubert - Eu aprecio muitos artistas, os clássicos como Klimt, Andy warhol, Frida kahlo e Salvador Dali. Eu gosto do surrealismo, da pop art e do cubismo, estes são os três movimentos que me dão maior referência.
E aprecio muitos artistas como a Anna Anjos, Vitche, Jordan Metcalf, Banksy, Jeremyville, Beatriz Milhazes…
Olavo Saldanha – Como foi a sua primeira exposição?
Tarsila Schubert - Foi em 2007, num lugar pequeno e charmoso de uma amiga, era uma espécie de um ateliê, onde ela me chamou para realizar minha primeira exposição, aceitei, e durante o evento vendi quase todas as telas, me surpreendi muito, e não imaginava que meu trabalho teria tal aceitação.
Olavo Saldanha – Que tela das que você pintou está mais marcada com teus sentimentos, aquela que você tem mais afeição?
Tarsila Schubert - Essa pergunta é muito difícil, e bem vasta… rs , se eu disser que todas, vai parecer generalizado? Pois então, são todas, é como escolher um filho dentro de dez como o favorito. Todas me trazem algum tipo de afeição, pois todas marcam algum momento ou sentimento que eu vivi.
Olavo Saldanha – Há algum projeto ou exposição em andamento?
Tarsila Schubert - Sim, um dos projetos ocorre nesse mês de agosto, chamado “alma brasileira em formas e cores”. essa exposição tem o intuito de retratar a diversidade que existe no Brasil, cultura e folclore.
Outro ainda esta em andamento para esse ano, será uma exposição coletiva, junto com o artista (fotógrafo) Marcos Almeida, com um tema sobre a Amazônia.
Olavo Saldanha - O que você acha que poderia ser feito para incentivar mais o gosto dos jovens pelas artes?
Tarsila Schubert - Deve existir mais acesso, principalmente nas escolas, é onde as maiorias de nós têm o primeiro contato com a arte. O sistema educacional nessa área usa uma técnica, onde se torna, muitas vezes, uma disciplina sem motivações, creio que deveria existir um contato mais direto, onde houvesse liberdade de criação, e um esclarecimento mais aprofundado sobre o assunto.
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Olavo Saldanha - Como encontrar Trasila ?
www.tarsilaschubert.blogspot.com
www.wix.com/tarsilaschubert/art
http://fama.zupi.com.br/tarsilaschubert
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Referências de pesquisa:Imagens cedidas gentilmente pela artista a partir de seu site oficial (Tarsila Schubert), Faceboock e demais espaços de exposição. Entrevista concedida gentilmente pela artísta aoeditor deste blog (Olavo Saldanha)
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Outras propostas
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10/09/2011 às 12:13
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