Cotton Club

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a partir de 1923 o Cotton Club de Nova York abria suas portas e apresentava muitos dos maiores astros afro-americanos da época. Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Nat King Cole, Billie Holiday, e muitos outros. A lei seca americana, quando fabricar, vender e transportar bebidas alcoólicas se tornou proibido, os gangsteres e as questões raciais faziam o plano de fundo, o contexto da época.

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No Cotton Club estava a chamada “Aristocracia do Harlem”. Stutz Bearcats e Roll Royces paravam continuamente à sua porta. Dapper Jimmy Walker, o então prefeito de NY, atrizes e atores famosos faziam do Cotton Club o lugar da moda e do dinheiro. Aqui o cliente era tratado como um rei, desde a entrega do menu ao acender do charuto pelo garçom com fósforos personalizados encontrados em cada mesa.

Os visitantes estrangeiros tinham no bar a estranha visão da clientela branca nas   mesas  e os animadores   negros   no  palco ou no salão servindo.    Nesse ambiente esfumaçado predominava, como em todo os EUA, a política de exclusão e também o desejo de perpetuação de estereótipos afro-americanos (ver cartaz ao lado). Este tema abordarei num post que preparo para o futuro. O lugar, é bom deixar claro, não foi o único de platéias brancas, mas foi o maior, o mais caracterizado e de espectáculos mais extravagantes. Praticava-se aqui os preços mais elevados da época. Em nenhum lugar desfilavam tantos astros. Grandes nomes do jazz iniciaram suas carreiras aqui. A vida noturna do Harlem nos presenteou com músicos talentosos e sons maravilhosos.

No entanto, por trás de todo o glamour do ambiente havia algo sinistro, a figura de Owney Madde, o gangster branco, ele precisava do clube como uma saída para a sua bebida alcoólica ilegal. Sobre a vida pregressa de Owney falarei também em outra postagem.

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